terça-feira, 2 de setembro de 2014

A Cultura "Self Service" e a CRUZ

“Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” Gálatas 1:8


Todos conhecemos a expressão Self Service, que nada mais é que Serviço Próprio, ou de Si. Trata-se de uma tendência que extrapola a categoria dos restaurantes ou comércios afins; na verdade, tornou-se um estilo de vida, uma forma de existir neste tempo, que tem como prerrogativa a exaltação do EGO, a centralidade da vontade humana acima de qualquer coisa. Se por um lado, este estilo de vida tem a máxima da liberdade, nos favorecendo com o poder da escolha de consumir o que queremos, por outro, nos perdemos quanto aos limites, uma vez que o único referencial é a nossa vontade, empobrecendo o senso de coletividade e de pertença. Talvez você se pergunte, o que isso tem haver com a fé? Eu diria: TUDO. Infelizmente, como já afirmado, o estilo Self Service tornou-se uma forma de existir e é obvio que afetou diretamente o campo da fé. Não queremos nada pronto, nada imposto, nada que seja sinônimo de autoridade ou de absoluto; queremos “montar nosso prato” da forma que nos agrada, que massageie o nosso ego obcecado por prazer. Não queremos mais uma igreja que nos diga o que fazer; não queremos uma homilia que nos constranja quanto às nossas práticas (que nem mais chamamos de pecado); não queremos o caminho da renúncia, da submissão, da CRUZ. Queremos um evangelho fácil, que nos sirva, que nos favoreça, que se encaixe em nosso projeto de vida. O grande problema é que a cultura Self Service caminha na contramão do Evangelho de Cristo, pois este é o ABSOLUTO de Deus para nós, não negociável, não ajustável ao nosso bel prazer, não mutável. Não podemos comer o prato que queremos, apenas o PÃO DO CÉU. O Evangelho de Cristo está acima de nossas vontades, na verdade, ele confronta a nossa vontade, põe em check nossos insanos sonhos, nossos planos e nos apresenta a Vontade de Deus (boa, agradável e perfeita) nos corrigindo das distorções adâmicas que ainda nos afetam. Não tente “montar seu prato”, pois no “cardápio” de Deus, não tem espaço para o nossos apetites vorazes, mas consta apenas um item: JESUS CRISTO. E se alguém te apresentar outro evangelho, mesmo que seja um anjo, considere-o maldito, pois não podemos construir um Evangelho à nossa imagem, conforme à nossa semelhança. Não é o Evangelho que tem que se encaixar em nossa vida, mas ao contrário, nós precisamos nos encaixar aos padrões de Deus. Como afirma o apóstolo Paulo: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” Gálatas 2:20

Que o Senhor nos ajude!

Pr. Hilquias Fábio



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